GNB garante que não vai poluir
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Preocupados com as manifestações que têm sido realizadas contra a instalação da empresa no Distrito Rural de São Luiz (Zona Sul de Londrina), diretores e representantes da fábrica de baterias GNB dizem estar de portas abertas para esclarer as dúvidas quanto às questões ligadas ao meio ambiente. Segundo os diretores, os protestos estão acontecendo ''sem fundamento''.
Desde o final do ano passado a presença da fábrica vem gerando polêmica no distrito, já que parte dos moradores teme prejuízos ambientais causados pelo chumbo.
A gestora ambiental da indústria, Liane Lima, explicou que a empresa possui um ''projeto sério'' que aborda dados importantes a pedido do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''É tudo dimensionado a pedido do IAP. Temos relacionados todos os equipamentos que são utilizados na fábrica para a prevenção de qualquer tipo de poluição, entre elas, o próprio chumbo. Não há riscos de poluição. Qual empresário estaria investindo R$ 20 milhões para causar danos ambientais?'', enfatizou.
Ainda segundo a gestora, as manifestações têm acontecido sem conhecimento da empresa. ''Na última reunião que aconteceu tinha pessoas contra e a favor da instalação. Muitos reconhecem e sabem a seriedade do projeto'', comentou.
A GNB é uma empresa de capital misto, uruguaio e argentino, e pretende investir R$ 20 milhões na instalação da nova fábrica, progressivamente, ao longo de um período de sete anos. A primeira etapa, de instalação da recicladora, deverá durar oito meses e gerar 420 empregos diretos no distrito. Atualmente, a empresa está instalada na BR-369, próximo ao Shopping Catuaí, onde, segundo a direção, não há mais condições de expansão.
O gerente geral da empresa, Jorge Luis Montesi, disse que a empresa está com as portas abertas à população para esclarecimentos quanto às dúvidas sobre as questões ambientais. ''A empresa pretende negociar algo além de uma indústria para a região. Pretendemos negociar mais escolas, postos de saúde. É muito mais que a instalação de uma simples fábrica, é uma questão de desenvolvimento local''.


