GM e policiais recebem treinamento da Denarc
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quarta-feira, 07 de maio de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem local 
Londrina Guardas municipais de Londrina e Arapongas e policiais militares da região de Londrina participaram ontem da capacitação realizada em parceria com a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Instrutores de Curitiba ministraram uma palestra sobre os tipos de drogas ilícitas, os sintomas causados nos usuários e as formas de abordagens nas ruas. O evento foi realizado no auditório da Infraero.
Durante a manhã, aproximadamente 50 participantes acompanharam a exibição de vídeos, exemplos de situações práticas e receberam orientações sobre drogas ilícitas comuns no Brasil como cocaína, crack, maconha e outros derivados. À tarde, os instrutores apresentaram exemplos de drogas sintéticas e os efeitos no sistema nervoso central, que podem durar de 8 a 30 horas. Entre os sintomas estão a ansiedade, a dificuldade para respirar e a sensação de poder.
O investigador do Denarc, Nelson Venâncio Filho, explicou que as instruções vão contribuir para melhorar a atuação das equipes de segurança nas ruas. Segundo ele, o combate ao tráfico foi reforçado nos últimos anos. "A droga mais barata para o usuário custa caro. É uma droga de repetição. O dependente não fica com uma dose só", ressaltou ao frisar que o consumo gera o problema social e intensifica a criminalidade.
OBSERVAÇÃO E DIÁLOGO
O soldado da Polícia Militar de Cambé, Alexandre Mendes, participou do evento e destacou a importância da capacitação. "A gente lida com isso todos os dias. Não existe mais a divisão entre classes sociais quando se trata das drogas. A sociedade é atingida como um todo. É importante aprimorar o conhecimento e o aprendizado", afirmou. Novas palestras serão realizadas durante o ano para que outros profissionais da região possam participar.
Conforme a investigadora Maria Cristina Venâncio, a observação e o diálogo são sempre o melhor caminho para a realização da abordagem nas ruas. No entanto, o efeito das drogas ilícitas torna o usuário mais agressivo e dificulta a realização dos trabalhos. "A partir do momento que esses policiais e guardas têm esse entendimento para saber identificar a substância e a maneira de reagir do usuário, ele vai saber atuar melhor no combate às drogas", destacou.
Segundo Maria Cristina, policiais e guardas municipais devem tentar amenizar e controlar a situação. O usuário deve ser encaminhado à delegacia após o efeito da droga, para assinar um termo circunstanciado.
Para o guarda municipal Luciano Sales, grande parte do efetivo se sente inseguro ao ter que enfrentar o problema nas ruas sem o uso de armamento. "Geralmente, a gente analisa a situação e faz a abordagem, mas nem sempre consegue identificar se a pessoa está armada. A gente acaba correndo riscos diariamente", comentou.
O secretário Municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, concordou que o risco existe. "Há risco em todo o lugar, mas não é porque eles estarão com a arma na cintura que isso será resolvido. Às vezes, o treinamento de defesa pessoal é muito mais seguro que uma arma na mão", ponderou.
Guimarães lembrou que integrantes da Guarda Municipal participam de treinamentos complementares com frequência e disseminam o conhecimento dentro da corporação. "Eles não são policiais, mas fazem ações de polícia e precisam estar preparados para agir", disse o secretário.
A expectativa é que as aulas de tiro para a Guarda Municipal de Londrina sejam ministradas no segundo semestre deste ano. Segundo Guimarães, a dúvida jurídica quanto ao pagamento das aulas para o governo do Estado ou para os instrutores da Escola Superior da Polícia Civil travou as negociações.


