GM anuncia retomada de curso de tiro
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quarta-feira, 13 de maio de 2015
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina Após 40 dias suspenso, o curso de tiro da Guarda Municipal será retomado na próxima segunda-feira. O anúncio foi feito pelo secretário Municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães. Problemas burocráticos foram resolvidos e a Prefeitura, com a autorização da Câmara de Vereadores, conseguiu viabilizar o pagamento do curso ministrado pela Polícia Militar. "Fizemos um documento e encaminhamos para o 2º Comando Regional da Polícia Militar que vai encaminhar para Curitiba para nos autorizar o retorno do curso de tiro para as duas turmas: a primeira a partir do dia 18 e a segunda turma a partir do dia 28", comemorou o secretário Municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, dando como certa a retomada das aulas.
O impasse se arrasta desde a formatura da primeira turma de guardas municipais, realizada em 2010. Desde então, discussões relacionadas ao curso de tiro envolveram a primeira empresa contratada para o treinamento, as tentativas frustradas de parceria com a Polícia Militar e a disponibilidade de recursos para o pagamento das aulas.
O efetivo da Guarda Municipal foi dividido em 12 turmas de 30 guardas que, desde 3 de março, participam de curso ministrado por oficiais do 5º Batalhão da PM. O curso tem duração de 160 horas e custará R$ 221 mil. As aulas foram suspensas no dia 8 de abril. Com a retomada do treinamento na próxima segunda-feira, a expectativa, segundo Guimarães, é de que a primeira turma conclua as atividades em até dez dias.
A Secretaria Municipal de Defesa Social possui 249 pistolas e 15 revólveres. As munições que serão utilizadas também já estão garantidas, segundo o secretário. Todos os 363 guardas participarão da capacitação na sede do Tiro de Guerra, na zona leste de Londrina. No entanto, mesmo após a conclusão do curso, ainda será necessário solicitar o porte de arma para os integrantes da GM. "Nós vamos providenciar essa documentação, que será encaminhada para a Polícia Federal que, dentro de um espaço de tempo, vai conceder o porte de arma para que os primeiros guardas possam trabalhar armados independentemente da formação dos demais", ressaltou Guimarães. Armas não letais também continuarão sendo utilizadas pela corporação.
BUROCRACIA
Além do patrulhamento nas ruas, os guardas municipais também atuam na vigilância de prédios públicos, na poda de árvores e na fiscalização contra despejo irregular de lixo. No entanto, problemas burocráticos comprometem a atuação das equipes. Dois micro-ônibus enviados no ano passado pelo governo federal por meio do Programa "Crack, é possível vencer" ainda estão parados por irregularidades na documentação. "Eles precisam do Certificado de Segurança Veicular porque são ônibus adaptados. Quem fez esse certificado foi Brasília pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Só que o Detran do Paraná não aceitou o certificado. Portanto, agora nós estamos fazendo um certificado aqui no Paraná para encaminhar de volta ao Detran para que ele possa expedir a documentação e emplacar os veículos", detalhou Guimarães. Quatro carros e quatro motocicletas, também enviados por meio do programa, já estão em uso. No entanto, a compra de 40 câmeras de monitoramento que serão utilizadas na parte externa dos micro-ônibus ainda não foi feita pelo governo federal.
Das 24 viaturas utilizadas pela Guarda Municipal, duas estão quebradas e outras duas aguardam pneus novos. A licitação para a compra de pneus fracassou e e a Secretaria de Defesa Social aguarda uma resposta da Procuradoria-Geral do Município para que a Secretaria Municipal de Saúde possa ceder alguns pneus. "Nossas viaturas têm quatro ou cinco anos de uso e rodam 24 horas. Todos os dias temos uma ou duas viaturas que vão para a oficina. É preciso renovar a frota. Já fizemos esse pedido ao prefeito porque senão, daqui a pouco, os gastos com oficina ficarão muito mais altos que a compra de veículos", afirmou o secretário.
Dificuldades na licitação de equipamentos técnicos também impedem a instalação de 37 câmeras de monitoramento que seguem encaixotadas na Secretaria de Defesa Social. "Nós estamos tentando fazer a licitação para conseguir a infraestrutura necessária. Estamos fazendo o Termo de Referência, mas há poucas empresas que fazem esse tipo de levantamento e elas estão com dificuldades em fazer o orçamento para que a gente possa iniciar a licitação", explicou Guimarães.


