O processo de globalização significa não somente a queda das fronteiras geográficas, mas também das barreiras culturais e até do preconceito. Este processo de integração vai se dar rapidamente no Mercosul.
A opinião é do professor Tupã Gomes Corrêa, diretor da Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e presidente da Associação Brasileira de Escolas de Comunicação (Abecom).
Tupã Gomes Corrêa proferiu palestra sobre ‘‘Comunicação, Mercosul e Comunicação’’, ontem, na abertura do 6º Congresso Ibero-Americano de Relações Públicas, que se realiza em Londrina até quinta-feira.
Para o professor, o processo de integração entre os países e as novas tecnologias vão possibilitar uma verdadeira revolução em todas as relações pessoais, das familiares às profissionais. ‘‘Estas mudanças estão a exigir transformações na capacitação e na regulamentação das profissões’’, afirma o presidente da Abecom. Segundo ele, uma das atividades que mais sofrerão mudanças é a do comunicador social, sobretudo do jornalista.
‘‘Esta é uma tendência óbvia. Nos próximos 20 anos serão derrubadas todas as barreiras que limitam o exercício da profissão de jornalista e a livre circulação da informação’’, destaca. Ele diz que a Internet, as rádios e televisões livres e outros meios vão democratizar a informação. ‘‘Essa exacerbação da democratização da informação vai se dar nos dois sentidos: da produção e do acesso a ela.’
O diretor da maior escola de Comunicação Social do País entende que o exercício das profissões deve ser desregulamento. Para Tupã Corrêa, o único critério que deve reger as atividades profissionais é o da competência. ‘‘A apuração da informação é assunto de importância muito grande para ser exercida somente por jornalistas’’, enfatiza. ‘‘O jornalismo será exercido por qualquer cidadão que tenha acesso à informação que deva ser divulgada.’’

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