Cerca de 2% da população acima de 40 anos é portadora de glaucoma, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença é segunda maior responsável por casos de cegueira no mundo. Diabetes, miopia, lesões oculares e fatores hereditários estão entre as principais causas desse problema, que atinge principalmente indivíduos da raça negra.
''O glaucoma acomete o nervo óptico e pode causar cegueira se não for tratado a tempo. Por isso é importante realizar exames preventivos a cada seis meses'', destaca o oftalmologista residente do Hospital de Olhos de Londrina (Hoftalon), Diogo Fukuda.
Segundo ele, pessoas com histórico familiar da doença devem realizar exames a cada três meses. ''Pacientes com familiares que já tiveram glaucoma têm seis vezes mais chance de desenvolver a doença'', explica.
O exame é realizado por meio de equipamentos oftalmológicos específicos. ''A pressão ocular elevada pode ser indício de glaucoma. Entretanto, existem tipos da doença em que a pressão não se altera. As lesões provocadas pelo glaucoma podem ser observadas utilizando aparelhos de biomicroscopia e outros equipamentos que permitem uma ampla visualização dos fundos dos olhos'', esclarece Fukuda.
Uma vez diagnosticado o glaucoma, o tratamento inclui o uso de colírios e até cirurgia. ''O tratamento vai depender da gravidade de cada caso. O mais miportante é diagnosticar a doença o quanto antes para que ela não evolua a ponto de causar lesões irreversíveis e comprometer a visão do paciente'', alerta o oftalmologista.
De acordo com ele, não há como prevenir a doença com exceção do controle do da taxa de diabetes. ''Quem sofre de diabetes deve manter o controle da doença para que ela não agrave os casos de glaucoma. Nos demais pacientes não há como evitar o surgimento da doença'', enfatiza Fukuda.

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