Giro pelo Paraná
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Aumenta índice de infestação em Ibiporã
Ibiporã - O primeiro Liraa (Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti) de 2019 em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) apontou um índice de 3,6% - ou seja, de cada 100 imóveis visitados, 3,8 apresentaram criadouros do vetor. O número é superior ao preconizado pela Organização Mundial da Saúde, de até 1%, mas inferior ao Liraa registrado em janeiro de 2018 - que foi de 6,8%. "Tradicionalmente os percentuais sobem no início do ano devido à combinação de calor e chuvas constantes, o que facilita a proliferação do mosquito", aponta o coordenador do Setor de Endemias, Aldemar Galassi. O levantamento foi realizado de 7a 12 de janeiro. O Aedes é o mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Com os resultados do Liraa, os agentes de endemias elaborarão estudos e planejamento que orientarão os trabalhos nas áreas mais afetadas da cidade. Neste ano a Saúde registrou 12 notificações.
Infestação em Campo Mourão
Campo Mourão - Dados levantados na semana passada, em Campo Mourão (Centro-Oeste) apontam um índice 11,40% de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela. Segundo informações da prefeitura, o Liraa (Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti) apontou ainda que dos 36 locais analisados, em seis destes o índice passou dos 20%. Apesar do índice considerado alarmante, o coordenador do Comitê Gestor de Combate à Dengue, Carlos Bezerra, ressalta que não são registrados casos de dengue há praticamente dois anos e meio. "Mesmo assim, continuamos com a nossa conscientização junto à população para que sempre tome as precauções necessárias, evitando assim o aparecimento dos focos."

Estudantes haitianos se formam na Unila
Foz do Iguaçu - A comunidade acadêmica da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) comemorou a primeira cerimônia de colação de grau de estudantes haitianos da instituição. Junto a colegas de outros dez países da América Latina, 12 alunos do país caribenho receberam os certificados de conclusão de curso no dia 10. Eles ingressaram na instituição no início de 2015, por meio de um programa de apoio para a inserção de haitianos refugiados na educação superior brasileira. Outros 88 haitianos estudam na universidade, localizada em Foz do Iguaçu (Oeste). Os 12 haitianos recém-formados têm histórias muito parecidas. Todos deixaram o Haiti após o terremoto de janeiro de 2010 - que afetou grande parte da população do país - e migraram para o Brasil em busca de trabalho e melhores condições de vida. Na Unila, eles encontraram a oportunidade de retomar os estudos que, muitos deles, tiveram de abandonar em seu país natal. "Depois do terremoto, o Haiti passou por uma crise em vários setores, inclusive na educação superior. Grande parte das estruturas das instituições de ensino foi destruída, não havia laboratórios e muitas disciplinas estavam sem docentes para administrá-las. Era uma situação desesperadora para os estudantes", conta Markenley Edmond, que cursava medicina na Universidade do Estado do Haiti, em Porto Príncipe. Na Unila, ele concluiu o curso de saúde coletiva. Ele pretende voltar ao Haiti para terminar a carreira de medicina.



