Gincana contra fim de escola
Cláudia Barberato
De Londrina
Pais de alunos, professores e funcionários da Presipe, uma pré-escola que era mantida pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE), órgão que está em processo de extinção, estão revoltados com o possível fechamento da escola no ano que vem. Eles fizeram ontem uma gincana na frente da escola, localizada na área central de Londrina, que serviu também de manifestação contra a decisão de fechamento.
A escola foi mantida durante 20 anos pelo IPE, mas com o fechamento do órgão, a empresa que agora assumirá a parte previdenciária do Estado, a ParanáPrevidência, não tem interesse em manter a escola, explica a diretora da Presipe, Silvia Bortalin Borges.
Com a extinção do IPE, a empresa ParanáPrevidência, que fará o papel previdenciário no Estado, assumiu também o patrimônio do órgão e, consequentemente o prédio onde funciona a escola.
A informação do fechamento da escola ainda não é oficial, explica Silvia Borges, mas por telefone ela já recebeu uma proposta para o pagamento do aluguel do prédio no ano que vem. A proposta partiu de um funcionário do setor de finanças e patrimônio da ParanáPrevidência. Eles querem cobrar aluguel ou vender o prédio, afirma Silvia Borges.
A escola soma hoje 197 alunos de idade entre 3 e 6 anos. O IPE era responsável por manter água, luz, telefone e vigilantes para a escola. O Estado também paga dois professores. Os pais e professores tentam municipalizar a escola, para evitar que as crianças tenham que ser transferidas. Se a escola fechar, segundo Silvia Borges, 19 professores e funcionários contratados pela APM correm o risco de ficar sem trabalho, além de mais 7 funcionários do Estado que terão que ser remanejados.
A diretora da Presipe calcula que o orçamento para manutenção da escola fique entre R$ 25 mil e R$ 30 mil mensais. Ela já pediu ajuda ao prefeito Antonio Belinati (PFL), que prometeu auxiliar a escola.
Os pais também se comprometem a continuar colaborando. Hoje eles pagam uma mensalidade de R$ 64,00. A maioria dos alunos é filho de funcionários do Estado ou do município, mas há também crianças da comunidade.
As pré-escolas municipais estão lotadas e não tenho condição de pagar uma escola particular para o meu filho Bruno, de 4 anos, desabafa Josélia Tanaka.





