Alunos do Colégio Regina Mundi, de Maringá, entregaram ontem 80 cestas básicas de alimentos a duas instituições filantrópicas. A Associação dos Amigos da Pastoral da Criança (Aapac) e o Movimento de Renovação da Vida (Marev) atendem respectivamente crianças subnutridas e dependentes de drogas. As entidades não recebem qualquer tipo de subvenção oficial.
Os alimentos foram arrecadados durante gincana interna realizada pelo colégio no início do mês e que teve a participação de 562 dos 2,26 mil estudantes de 1º e 2º graus. ‘‘A gincana teve objetivos cultural, esportivo e filantrópico’’, explicou a professora Nelma de Oliveira Pereira, que coordenou o trabalho.
A arrecadação de alimentos foi uma das tarefas dos alunos durante a gincana. ‘‘Outra foi trazer os pais e amigos dos pais para doarem sangue ao Hemocentro de Maringá. Conseguimos 120 bolsas de sangue’’, disse Nelma.
Arrecadar sangue e alimentos, prosseguiu a professora, também foi uma forma de mostrar às universidades que o trote violento pode muito bem ser substituído por ações filantrópicas que divertem os estudantes e ajudam os necessitados e também educam, pois mostram aos nossos estudantes, que são da classe média, como vivem aqueles que não têm a mesma oportunidade que eles.
E para demonstrar as consequências educativas deste trabalho grupo de 40 alunos acompanhou ontem em ônibus da escola a entrega dos alimentos na Aapac e no Marev.
A Aapac, coordenada pela assistente social Iani Valério da Silva, há dois anos faz trabalho de recuperação de crianças carentes e subnutridas. Desde a sua fundação mais de 250 crianças já foram recuperadas. ‘‘A base da alimentação é a multimistura, fórmula da Pastoral da Criança que já salvou e salva milhares de vidas todos os anos’’, afirmou Iani.
Atualmente nove crianças estão fazendo tratamento nutricional na Aapac. Uma destas crianças, com cinco meses de idade e apenas quatro quilos de peso, chegou ontem à entidade. ‘‘Em três meses ela terá adquirido peso e saúde normais, pois nunca perdemos uma criança’’, garante Iani. A associação, que sobrevive graças às doações, tem seis funcionários e sede no bairro Jardim Novo Horizonte, em Maringá.

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