Ginásio do Campos Elíseos está abandonado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de dezembro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
O ginásio de esportes Onéssimo Francisco de Assis, localizado no Jardim Campos Elíseos (zona sul de Londrina) apresenta diversos problemas. As janelas, refletores e luminárias estão quebrados, o forro de uma das salas está destruído, os traves correm o risco de cair, torneiras foram arrancadas, os sanitários estão inutilizados, o vestiário está sem chuveiros e não há um bebedouro em condições de uso. A cobertura do ginásio está danificada em função das pedras arremessadas por vândalos e o local também é usado para consumo de drogas.
Essa movimentação de usuários de drogas incomoda o porteiro José Aparecido Galdino, vizinho do ginásio. ''Sempre tem um pessoal usando drogas na frente e até a polícia já realizou batidas por lá'', criticou. Ele ressaltou que o espaço não tem sido limpo adequadamente. ''Está bem abandonado. No começo era melhor, bem cuidado, mas agora não tem nada disso'', reclamou.
Um estudante de 14 anos relatou que muitas pessoas passam em frente ao ginásio e atirarm pedras cntra os vidros e luminárias. ''Eles entram pela janela quebrada do banheiro'', revelou, criticando a administração do giásio. ''Antes eu jogava bola três vezes por semana por lá e agora eu só consigo jogar futebol em meu colégio'', reclamou.
Ele se recorda do tempo em que o ginásio era bem conservado há alguns anos e relata que não havia tantos problemas como agora.
O professor de um projeto social que usa o ginásio para ensinar futebol, Ricardo Nunes, contou que era o administrador do espaço anos atrás. ''Nós tínhamos vários projetos de ensino de esporte, como futebol, vôlei, basquete; agora a quadra foi cedida a uma associação que eu nem sei quem está presidindo'', criticou.
O diretor administrativo da Fundação de Esportes de Londrina, Pedro Zanaro, explicou que uma lei aprovada em 2007 permitiu a cessão do ginásio para uma ONG denominada Instituto de Educação Igapó (IEG). Com essa lei, a responsabilidade pela manutenção, pela limpeza e o controle de quem utiliza o ginásio ficou a cargo do IEG.
A reportagem ligou para o celular e também para a casa da responsável pelo instituto, mas não conseguiu encontrá-la.


