O prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB), se reuniu anteontem com o Conselho Municipal de Saúde e prometeu devolver o valor usado pela prefeitura na contrapartida da obra da maternidade municipal caso o Munistério da Saúde comprove a irregularidade. A prefeitura usou R$ 1 milhão do Fundo Municipal de Saúde para a liberação de mais R$ 5 milhões pelo governo federal. O hospital terá 67 leitos na primeira fase deverá ser entregue até o final do ano. O conselho alega que os recursos do fundo, repassados também pelo governo federal, são para uso exclusivo na prestação de serviços de saúde à população.
Antes da reunião, o secretário de Saúde de Maringá, Ivan Murad, que é presidente do conselho, pediu a saída de dois vereadores de oposição, Aldi Cesar Mertz (PDT), e Aparecida Fabiana Correa (PT). ‘‘Nós saímos por educação, mas a reunião era pública’’, disse à Folha o vereador Aldi Mertz. Um dos membros da comissão, o médico Frederico Biscaia Júnior, explica que o prefeito se mostrou a favor da abertura de uma auditoria. ‘‘Ele alegou que a única maneira da prefeitura viabilizar a obra era usar dinheiro do fundo, que tem sobra de caixa’’, disse Biscaia.
‘‘O maior receio do prefeito é que uma auditoria paralise a obra. O conselho não quer de forma alguma paralisar a construção do hospital, só defendemos que o processo seja feito dentro da legalidade porque nós respondemos pelo fundo’’, afirma Biscaia. Ele lembra que o conselho consultou o Ministério da Saúde e o Tribunal de Contas da União, que indicaram a irregularidade no uso do dinheiro do fundo para a contrapartida de obra.
O vereador Aldi Mertz, revelou que um membro do conselho esteve em Brasília na segunda-feira para formalizar o pedido de auditoria no fundo. ‘‘O conselheiro não encontrou respaldo no setor e foi direto ao ministro José Serra, que prometeu acompanhar o caso pessoalmente’’, revela Mertz.
O prefeito Jaito Gianoto não quer falar sobre o assunto. A assessoria dele disse que o município está fazendo uma nova consulta ao Ministério da Saúde com informações mais detalhadas para comprovar se existe irregularidade.Marcos NegriniObra está em andamento e 1ª fase deve estar pronta no final do anoMarcos Zanatta

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