Representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Hospital Universitário (HU), 17 Regional de Saúde e Associação Médica de Londrina reuniram-se ontem para discutir o problema da frequente superlotação e interdição da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Universitário (HU) pela presença de uma bactéria resistente, que infectou cinco recém-nascidos. O hospital deixou de realizar partos de alto risco e receber bebês prematuros há 10 dias e não há previsão de quando a unidade será reaberta.
Na reunião de ontem foram discutidas formas de absorção da demanda pelo Hospital Evangélico e Hospital Infantil, que também possuem UTI neonatal. O diretor superintendente do HU, Francisco Eugênio, cogitou ainda a possibilidade de montar uma estrutura paralela dentro do hospital para atender as crianças colonizadas com a bactéria e, consequentemente, liberar as vagas de UTI. Neste local, segundo o médico, os bebês continuariam devidamente isolados pelo tempo que for necessário para ganharem peso e imunidade.
A secretária municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos, lembrou que uma das medidas já tomadas no sentido de desafogar a demanda de partos de alto risco no HU foi a assinatura de um termo de parceria com o Hospital Evangélico, há cerca de um mês, para repasse suplementar de recursos, aumentando a capacidade de atendimento. ''Esta medida já está ajudando'', garantiu a secretária. Josemari observou, porém, que não há ''solução mágica'' para o problema em Londrina, que é o segundo maior pólo de assistência médica no Estado.
Segundo a chefe da 17 Regional da Saúde, Vânia Gutierrez, em breve deverá ser reaberto o processo licitatório para a compra de equipamentos para a criação de 30 novos leitos de UTI (adulto, infantil e neonatal) no HU. Uma verba de R$ 1,7 milhão foi liberada em maio do ano passado pelo Fundo do Tesouro Estadual para esta finalidade, mas problemas com a compra dos equipamentos impediram que a licitação fosse feita antes do fechamento do exercício fiscal de 2006.
''Como a destinação dos recursos já foi feita, acreditamos que será mais fácil conseguir o retorno deste dinheiro''. Vânia não soube precisar, porém, uma data para a reabertura da licitação. ''Por se tratar de um órgão público, temos que comprar os melhores equipamentos ao menor custo possível. Em muitos casos as empresas interessadas em vender não oferecem o produto que nos interessa'', explicou.
No Hospital Infantil, mantido pela Irmandade Santa Casa de Londrina, cinco leitos de UTI neonatal que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS) estão desativados desde o dia 1 de fevereiro por falta de médicos. A instituição mantém, no total, 20 leitos. Atualmente há 10 em funcionamento pelo SUS e cinco atendendo convênios. A liberação dos demais depende da contratação de novos profissionais.

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