Gestão do lixo avança pouco
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010, previa prazo até 2014 para desativação dos lixões e implantação de coleta seletiva nos municípios. No entanto, relatório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de 2012 aponta que na região de abrangência do escritório em Londrina, 13 das 26 cidades continuavam com lixões. Quatro anos depois, a realidade permanece a mesma.
O Ministério Público tem feito Termos de Ajuste de Conduta (TAC) com as prefeituras, entrado com ações civis públicas ou realizado reuniões. Para o MP, falta vontade política dos prefeitos para implantação dos aterros e da coleta. "Os municípios não têm vontade de fazer", afirma o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente do Paraná, o procurador Saint Clair Santos.
O diretor da ONG Meio Ambiente Equilibrado, o biólogo Renan Campos de Oliveira, explica que o descarte inadequado dificulta a degradação do resíduo, provoca mau cheio e o chorume atinge o lençol freático. Na sua opinião, não há estímulo às cooperativas e nem a iniciativa privada despertou ainda para o potencial da reciclagem. "Os municípios veem a saúde como prioridade e não o lixo. O que é um paradoxo, pois os lixões geram problema de saúde para os moradores do entorno."
Segundo Oliveira, há alternativas inclusive para cidade de pequeno porte, onde faltam recursos financeiros. "O problema é que ainda tem quem vê a legislação ambiental como mera burocracia e não entende a importância."
O custo seria em torno de R$ 200 mil para cidades com até 100 mil habitantes
A coleta seletiva reduziria o volume de lixo, e o que fosse descartado poderia se transformar em compostagem
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





