A falta de remédios, equipamentos, leitos e profissionais capacitados, na maioria dos casos, está mais relacionada à deficiência administrativa do que à disponibilidade de recursos propriamente dita. A afirmação é do coordenador do curso de gestão em saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Vale que, anteontem à noite, ministrou uma palestra sobre a importância dessa formação complementar no currículo de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde, na sede da Associação Médica de Londrina (AML).
Segundo ele, essa falha na graduação é comum às áreas de Humanas e Exatas, inclusive em países de Primeiro Mundo, como os Estados Unidos. ''Até o momento, o curso de engenharia é o primeiro a alterar seu conteúdo para resolver o problema '', comentou. No rastro do desconhecimento, cresce o número de pós-graduações dispostas a cobrir a lacuna. O curso da FGV, por exemplo, existe há 10 anos e, de acordo com Vale, atrai também administradores interessados no tema.
O despreparo gerencial é o principal responsável pela extinção de 90% das empresas brasileiras que não chegam a completar um ano de funcionamento. A burocracia, a estrutura tributária, os custos (incluindo impostos e juros) são os maiores obstáculos do gestor que invariavelmente precisa oferecer um produto de qualidade com preço baixo para competir no mercado. ''Aquele que apostar somente no feeling e na sorte corre o sério risco de cair nessa estatística desastrosa'', disse Marcelo Mafra, coordenador da ISAE/FGV, em Londrina.
A palestra fez parte do IX Fórum Londrina Tecnópolis e serviu como termômetro do interesse no MBA de gestão em sa© úde que a ISAE/FGV pensa em oferecer ainda este ano na cidade. Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas pelo telefone: (43) 3341-8151 ou pela internet no site: www.fgv.br.

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