Gestantes têm reforço com ações preventivas
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quarta-feira, 29 de agosto de 2001
Edna Mendes<BR>De Londrina 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), e o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, oficializaram ontem o Comitê Interinstitucional Municipal para a Prevenção da Mortalidade Materno-Infantil. O objetivo do comitê é implementar ações que reduzam a mortalidade materno-infantil no município e criar projetos de apoio. O comitê existe desde 1999, mas funcionava sem apoio do poder público. O coeficente de mortalidade infantil em Londrina é 14,4 mortes para cada mil nascidos vivos, índice considerado alto pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo o secretário, o comitê passa agora a trabalhar com diversas instituições públicas e privadas, inclusive com a Pastoral da Criança. A intenção é reduzir no prazo de um ano e meio o coeficente de mortalidade infantil de 14,4 para, no mínimo, 10 mortes para cada mil nascidos vivos. ''Por isso é importante essa ação conjunta de todos os serviços de saúde nesse trabalho.''
O coordenador do comitê, o médico Jonilson Favareto, explicou que três comissões englobam o comitê. Elas vão estudar as causas da mortalidade-infantil, ações de combate e os fatores que favorecem a mortalidade materna. ''Os projetos vão começar agora. Com ações intensificadas é possível melhorar o atendimento pré-natal e o período perinatal para baixar ainda mais esses índices de mortalidade'', disse.
Integram as comissões profissionais da prefeitura, Hospital Universitário (HU), Hospital das Clínicas (HC), 17 Regional de Saúde, Santa Casa, Hospital Infantil, Hospital Evangélico e Associação Médica de Londrina. O comitê deve se reunir semanalmente nesses locais para traçar metas de trabalho e definir ações.
Os reflexos dos programas criados para combater a mortalidade materno-infantil aparecem cerca de um anos depois de implantados. Somente daqui um ano, por exemplo, será possível saber se as ações implementadas vão reduzir ou não as mortes. As principais causas da mortalidade infantil são as afecções no período pré e pós-parto, problemas de formações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas.
Já os principais fatores de mortes maternas são a hipertensão específica da gravidez, hemorragias uterinas e complicações decorrentes de aborto. Segundo Favareto, a mortalidade materna pode ser, na maioria das vezes, evitada por ações relativamente simples. ''Basta melhorar a qualidade da assistência pré-natal e o acesso aos serviços'', frisa.


