No projeto-piloto será colocado em prática nas 55 Unidades Básicas de Saúde de Londrina, 250 gestantes serão avaliadas mensalmente. Aquela com resultado positivo de infecção anterior seguirá o protocolo normal de pré-natal. Na que for confirmada a toxoplasmose adquirida recentemente, o médico fará o encaminhamento ao Hospital de Clínicas para novos exames.
''O nosso grande trabalho será o de acompanhar as gestantes 'negativas'. A maioria das pesquisas no Brasil faz o acompanhamento apenas das 'positivas', que dá apenas cerca de 2%. Queremos acompanhar as que correm riscos de ter a infecção ao longo da gravidez, transmitindo ao bebê. A idéia é que se faça a sorologia regularmente e, se o soro converter, saberemos que adquiriu a toxoplasmose'', aponta Regina, acreditando que cerca de 900 gestantes 'negativas' serão acompanhadas, com 15 mil exames em 19 meses.
As gestantes positivas para toxoplasmose congênita serão tratadas até a confirmação do diagnóstico. Já as que apresentarem resultados negativos passarão por uma bateria de exames até chegar na 18 semana de gestação em que será feito o PCR, um teste para tentar encontrar o DNA do parasita no líquido amniótico.
''O objetivo é criar uma tecnologia eficaz de diagnóstico fetal'', assegura a professora. No nascimento do bebê também serão coletados materiais para exames e posterior acompanhamento da criança até os três anos. As crianças infectadas precisam ser tratadas até o primeiro ano de vida para que se consiga diminuir as sequelas da infecção.
''A gente vem sonhando com esse trabalho há 20 anos na UEL e agora estamos lançando em Londrina, com total acolhimento do município, que se encarregará de toda a parte de diagnóstico. Vamos gerar uma proposta de protocolo da toxoplasmose na gestante e na criança que pode ser um manual de conduta para o Brasil'', comemora o coordenador da pesquisa, Italmar Navarro. (F.L.)

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