Gestantes que têm o vírus da hepatite B podem contaminar seus bebês durante a gravidez ou o parto. O risco é de 90% quando o vírus está em fase de multiplicação e de 40% quando ele não se reproduz mais.
A mulher que planeja ter filhos ou está grávida deve fazer um exame para verificar se é portadora do vírus da hepatite B. Se for, o bebê deve receber a vacina e a imunoglobulina hiperimune (solução que contém anticorpos contra o vírus da hepatite B) nas primeiras 12 horas de vida.
Quando esses procedimentos não são executados e o bebê está infectado, o risco de ele ter câncer de fígado é 200 vezes maior. A pessoa também pode desenvolver doença crônica ou cirrose na fase de adulto jovem.
Se a mulher tiver algum familiar contaminado, deve se vacinar. Segundo a gastroenterologista Dominique Araújo Muzzillo, metade da família de um portador corre riscos de contaminação. Segundo ela, a vacina não causa riscos ao bebê porque é feita por engenharia genética e não por vírus vivo atenuado.
A mãe portadora do vírus deve amamentar o filho normalmente. ‘‘O risco de a criança ser contaminada é pequeno quando toma a vacina e a imunoglobulina’’, diz Dominique. ‘‘Além disso, o leite materno é muito importante para a criança porque tem proteínas e anticorpos prontos da mãe.’’
A hepatite B é uma inflamação no fígado provocada por vírus. A pessoa pode ser portadora assintomática ou desenvolver a hepatite B aguda ou crônica. Noventa por cento dos casos de hepatite B aguda são curados espontaneamente. O número de casos crônicos é pequeno, segundo Dominique. Para cada 100 pessoas contaminadas, de 10 a 20 desenvolvem doença crônica. ‘‘Neste caso, o tratamento mais eficaz é com o medicamento Interferon, que tem potencial de cura de cerca de 40%.’’
O vírus da hepatite B tem alta capacidade de contaminação - maior do que o vírus HIV. ‘‘Numa gota de sangue sobre a superfície, o vírus permanece vivo por até uma semana.’’ A contaminação ocorre pelo sangue e secreções. Relações sexuais, transfusões de sangue contaminado, uso compartilhado de seringas para aplicar drogas, uso de material não descartável para tatuagem e acupuntura, e não esterilizados no caso de dentistas e manicures, são situações de risco.

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