Gestantes e bebês correm mais riscos
''A toxoplasmose no Brasil se divide entre antes e depois do surto de Santa Isabel do Ivaí.'' A afirmação é do chefe do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Italmar Navarro. Juntamente com outros profissionais, ele acompanhou a evolução do surto da doença na cidade. A experiência acabou se transformando em um programa já aplicado nos postos de saúde que orienta sobre a prevenção da toxoplasmose em grávidas.
''O maior perigo é para a gestante e o bebê. Nos adultos em geral o organismo se cura sozinho. Apenas 15% podem desenvolver lesão ocular. Quem tem o sistema imunológico normal não tem maiores problemas'', explica Navarro. O que se ignora, segundo ele, é que nem sempre a criança afetada nasce com hidrocefalia ou anencefalia e sim com lesões discretas.
''A gestante se infecta, não tem sintoma nenhum, infecta o bebê e ele nasce normal. Quando chega perto dos 3 anos apresenta deficit motor, de aprendizado, visual ou auditivo. Faz-se investigação médica e a criança tem calcificação craniana, aí é tarde para fazer alguma coisa'', conta Navarro.
Em Santa Isabel do Ivaí, de seis mulheres grávidas, três perderam os bebês e os outros três nasceram com sequelas gravíssimas e morreram, de acordo com o veterinário.>(E.G.)





