A dona de casa Dalvina Gomes de Lima Domingues, 40, está grávida do sexto filho. O menino deve nascer em janeiro, mas Dalvina ainda não sabe onde será feito o parto. ''Só sei que não será em Corumbataí do Sul''. Moradora da cidade há 26 anos, Dalvina só teve uma filha em Corumbataí, Clarice, hoje com seis anos, que nasceu quando o município ainda tinha seu hospital.

''Era melhor quando tinha hospital aqui na cidade. As coisas eram mais fáceis'', diz Dalvina. Quando o último filho dela nasceu, a menina Vera, hoje com três anos, o hospital local já estava fechado. O parto foi feito em Barbosa Ferraz e Dalvina levada à cidade vizinha no carro de um vereador. ''Queria que meus filhos nascessem em Corumbataí''.

O lavrador José Oliveira Arcanjo, 22, também sentiu na pele, no final de semana, a falta de um hospital na cidade. Com a perna fraturada no sábado durante um jogo de futebol, ele teve que esperar até terça-feira para ser levado para Campo Mourão, onde foi engessado. ''Se tivesse hospital aqui, isso teria sido feito na hora. Fiquei três dias com muita dor''. (S.S.)

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