Gestante espera vaga para cesariana
A costureira Vanda Lúcia de Freitas Bueno, 43 anos, é uma das pacientes prejudicadas pela interdição dos setores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade de Cuidados Especiais (UCI) Neonatais do Hospital Universitário (HU). Grávida de sete meses, ela esperava gêmeos, mas perdeu uma das crianças uma semana atrás.
Ela foi internada no HU no último dia 10 com sintomas de pré-eclampsia. No dia seguinte, foi constatada a morte de um dos bebês. ''A mãe não corre risco de morte'', garantiu o diretor-clínico do HU, Sinésio Moreira Júnior. Mas devido à interdição, ela esperava uma vaga em outro hospital para fazer cesariana.
''Já faz uma semana que a situação está assim e nada de solução. Além da saúde da minha esposa tem o lado emocional. A gente está muito abalado pela perda de uma das crianças'', disse o pedreiro Roque Cleto Bueno, marido de Vanda. O casal mora na área central de Londrina e tem dois filhos, de 24 e 18 anos.
Ele entrou em contato com advogados para tentar garantir o direito à cirurugia na Justiça. Até o fim da tarde de ontem, os advogados Alex Adamczik e Ubaldo Papa Conceição e Bogado preparavam um mandado de segurança contra o Estado para conseguir a realização da cesária. ''Vamos cumprir o nosso papel e preparar a peça. Se a vaga surgir antes, melhor'', declarou Adamczik.
No final da tarde de ontem, a assessoria de imprensa do HU revelou que a gestante seria transferida para o Hospital Santa Helena, em Apucarana.





