O promotor da 1ª Vara Criminal de Londrina, Janderson Camões de Carvalho Iassaka, ofereceu denúncia anteontem contra o publicitário Marco Antonio Germano de Souza, por homicídio qualificado e fraude processual. Ele é acusado de ter matado a mulher, a comerciária Roseane Gonçalves da Silva, e simulado o suicídio dela. O caso ocorreu no dia 24 de novembro de 1994, no apartamento do casal, na rua Goiás (área central).
Na manhã do crime, o corpo de Roseane Gonçalves, na época com 24 anos, foi encontrado pendurado a uma forca presa à esquadria do banheiro da suíte do casal. A princípio, o caso foi tratado como suicídio. Mas um novo exame cadavérico, feito em Curitiba, constatou que havia um outro sulco no pescoço da vítima (além da marca do enforcamento), dando a entender que houve um estrangulamento, segundo explica o promotor.
Ainda de acordo com Janderson Iassaka, o exame verificou que havia lesões e escoriações no corpo da vítima. Outro fator que afastou a hipótese de suicídio foi o exame realizado na fechadura da porta do quarto - no dia do crime, a porta estava fechada à chave por dentro. ‘‘Através de um arame, foi constatado que, mesmo com a chave na fechadura, era possível abrir e fechar a porta pelo lado de fora’’, observa o promotor.
Durante os interrogatórios feitos com testemunhas, segundo o promotor, Marco Germano foi citado como uma pessoa ciumenta e que o casal já tinha brigado anteriormente. ‘‘Roseane já tinha intenção de se separar.’
Diante das evidências, Janderson Iassaka informa que ofereceu denúncia contra Marco Germano por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo emprego de meio cruel (asfixia). Além disso, o publicitário é acusado ainda de fraude processual, por ter enganado as autoridades públicas ao simular o suicídio.
O promotor observa que houve demora para o oferecimento da denúncia porque, a princípio, o caso foi tratado como suicídio.

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