A maior parte das pessoas cresce com a idéia de que uma queda é um evento, na maior parte das vezes, sem consequência. No idoso, a queda é um evento frequente e limitante. Pode ser considerado um marcador de morte, institucionalização, maior dependência e de declínio na saúde de idosos.
No Brasil, por volta de 29% dos idosos sofrem uma queda ao menos uma vez e ao menos 13% caem de forma recorrente. Dos que caem a cada ano, entre 5% a 10% dos idosos têm como consequência lesões graves como fratura, traumatismo craniano e lacerações sérias. Estas comprometem a mobilidade e a independência, aumentando as chances de morte prematura.
Cerca de metade dos idosos hospitalizados por fratura de quadril não recupera a mobilidade anterior ao evento. O maior risco de morrer, nos idosos, se deve ao maior número de doenças associadas ao envelhecimento, que apresentam descompensação durante a internação, como problemas cardiovasculares, por exemplo.
Por outro lado, a imobilidade eleva o risco de infecções pulmonares e a maior suscetibilidade dos idosos à trombose em membros inferiores e embolia pulmonar.

Fábio Nasri, geriatra

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