Geriatra alega que queria cobrar uma dívida antiga
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O médico geriatra Décio Basso negou ontem a participação no sequestro de Marta Berssani Chammas. Basso alegou, em entrevista, que contratou Levino Carlos Augusto e Luiz Carlos de Jesus da Rocha Silva para cobrar uma dívida entre ele o pediatra Kemel Jorge Chammas. O geriatra não quis informar o valor da dívida, disse apenas que ela havia sido contraída há mais de quatro anos. Cobrar um amigo é pior do que cobrar um inimigo, disse Basso.
Segundo o geriatra, os dois homens contratados teriam desvirtuado a cobrança e seriam os únicos responsáveis pelo sequestro. Chegou um momento em que eu perdi o controle da situação, contou Basso. A versão do geriatra foi contestada por Luiz Carlos de Jesus. Fui contratado para fazer um assalto em Maringá, mas o pessoal (não diz com precisão quais pessoas) decidiu levar a moça, afirmou Luiz Carlos.
Basso negou ainda que tenha algum problema junto aos conselhos de medicina e contou que trabalha há 15 anos em Maringá. Basso, Luiz Carlos e Levino vão responder por extorsão mediante sequestro, roubo qualificado e formação de quadrilha. Sequestro é considerado crime hediondo pela lei penal brasileira.
Em comunicado ontem para a imprensa, a Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, informou que Basso foi excomungado no dia 27 de outubro de 1983. O comunicado é assinado pelo pastor e segundo conselheiro da igreja, Benedito Sérgio dos Santos. A igreja não esclarece o motivo.


