Gerente impede entrada de policial armado e é preso
A discussão entre dois policiais do grupo Tigre e um gerente do banco Real mobilizou ontem seis viaturas das polícias civil e militar. Depois de ter barrado a entrada dos policiais Edson dos Santos Almeida e João Mendes, o gerente Edson Luiz Zampieri dos Santos foi levado ao 1º Distrito Policial sob acusação de desacato à autoridade e desobediência.
A confusão entre os policiais e o gerente aconteceu por volta das 14 horas, quando o policial Edson Almeida, acompanhado de João Mendes, tentou entrar armado na agência, que fica na Rua Comendador Araújo. Edson é cliente do banco Real. Segundo depoimento do gerente, o policial não queria deixar a arma no porta-objetos, e acabou barrado pela porta automática.
O segurança Jorge Humberto Valaski declarou no depoimento que pediu ao policial que deixase a arma e apresentasse a identificação. O pedido do segurança foi obedecido em parte pelo investigador do Tigre. Ele se recusou, porém, a deixar o revólver, alegando se tratar um objeto pertencente ao Estado, do qual não poderia se separar. Neste momento, o segurança avisou ao policial que não o deixaria entrar, porque, pelas regras do banco, ninguém pode entrar armado.
Irritado com a declaração, o policial Edson Almeida pediu para que fosse chamado o gerente Edson dos Santos. No entanto, Santos demorou para atender o pedido e depois, ao chegar, novamente negou a permissão para o policial entrar na agência armado. Além disso, segundo depoimento dos policiais, ele teria duvidado da veracidade do documento. Essa carteira de policial posso comprar em qualquer parte, teria dito o gerente.
O policial chamou uma viatura do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope) para comprovar que eram da polícia. Mesmo com outros policiais presentes, o gerente continuou proibindo a entrada dos policiais armados. Como nenhum deles cedeu, foi chamada mais um viatura do Cope. Mas, desta vez, com a presença do delegado adjunto Lanevildo Moreno.
Mesmo asism, o gerente não cedeu e, para piorar, chamou policiais militares. Em pouco tempo, vieram quatros viaturas da Ronda de Natureza Especial (Rone), que, ao ver que o caso envolvia policiais civis, foram embora. Somente depois de nova conversa, os policiais entraram no banco, mas para deter o gerente por desacato à autoridade. O delegado encarregado de investigar o caso, Eduardo Cabral Filho, decidiu não prender o gerente e abrir apenas um inquérito para tirar algumas dúvidas sobre o caso. O advogado do gerente, Luiz Farah, acompanhou os esclarecimentos do seu cliente.Albari RosaCaso de políciaO advogado Luiz Farah foi até o primeiro distrito policial, onde convenceu o delegado Eduardo Cabral Filho a liberar seu cliente; o delegado acabou não prendendo o gerente em flagrante por desacato à autoridade, abrindo apenas um inquérito para apurar o casoIsrael Reinstein





