Ibiporã O gerente de banco Milton Nascimento Reis, 42 anos, foi preso ontem, acusado de participar do desaparecimento de 55 armas de fogo do cofre da agência em Ibiporã (14 km a leste de Londrina). O Ministério Público (MP) pediu a prisão preventiva dele baseado nos conceitos de ''intranquilidade social e descrédito da Justiça''. Segundo a promotoria, como o armamento apreendido após a conclusão de dezenas de inquéritos criminais ainda não foi recuperado, a Justiça decidiu acatar o pedido de prisão como forma de garantir a segurança pública.
Segundo a promotoria, o inquérito policial apurou a participação de funcionários da agência no caso. Cinco deles foram interrogados pelo delegado Nagib Nassif Palma, que comandou as investigações. O cofre era monitorado por um rigoroso sistema de segurança, com códigos de acesso. O MP acredita que sem a conivência de funcionários da agência seria impossível retirar as armas do cofre. ''Tudo levar a crer que seja alguém de dentro do banco que tenha subtraído as armas'', afirmou uma fonte do MP, que acompanhou o caso, mas pediu para não ser identificada. O Instituto de Criminalística de Londrina fez um laudo no local e não encontrou sinais de arrombamento ou violação do sistema de segurança.
De acordo com o MP, o gerente do banco teria assinado alguns ofícios acusando o recebimento de 29 armas apreendidas. ''Das 55 armas que sumiram, 29 estavam sob responsabilidade dele. Além disso, era o gerente da agência, e ele pode ter participação no sumiço das armas'', prosseguiu a mesma fonte. Segundo o inquérito, as armas desapareceram do cofre aos poucos, provavelmente de julho de 2001 a julho de 2004, período que coincide com a efetivação do funcionário na agência. A Folha tentou ouvir o advogado do gerente, mas ele não quis se pronunciar. Até o fechamento desta edição, Nascimento continuava preso na delegacia de Ibiporã.

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