Gerente do IAP diz que corte de 180 eucaliptos no HU é aceitável
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de julho de 1997
Josiane Schulz Londrina 
O gerente regional do Instituto Ambiental do Paraná, Nelson Santos Pereira, disse ontem que o corte dos 180 eucaliptos que ficam em terreno ao lado da entrada do Hospital Universitário de Londrina não deve ser motivo de polêmica. Segundo Pereira, o eucalipto é uma espécie exótica, passível de corte. Essas árvores são inadequadas para o perímetro urbano, explica o gerente regional do IAP.
Por ser uma espécie de grande porte, o eucalipto deve ser plantado em áreas que não tenham construções próximas. Em áreas urbanas elas representam perigo. No caso de um vendaval, os eucaliptos podem cair e causar acidentes graves, argumentou. Além disso, a espécie perde muitos galhos aos crescer, o que também pode causar problemas.
Pereira explicou que o eucalipto é originário da Austrália. Adaptado ao clima e solo brasileiros, a espécie tem crescimento rápido.
Segundo o gerente do IAP, as características do eucalipto justificam o corte. Mas é necessária autorização do órgão público competente. Como são árvores que ficam na Cidade, a responsabilidade é da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA).
O HU já fez o corte de sete eucaliptos. A direção pretende agora fazer o corte de mais 180. O diretor administrativo do HU, Lelbe Luiz Francisconi, explicou que os cortes serão feitos principalmente para evitar acidentes com os fios de alta tensão e entupimento de calhas. Se uma dessas árvores cair, pode deixar o hospital sem energia elétrica.
Segundo ele, parte do espaço onde estão os eucaliptos será destinado a ampliação do estacionamento. A outra parte faz parte do projeto de duplicação da avenida Robert Koch.
O diretor explicou que o corte dessas outras árvores só será feito depois que o projeto do estacionamento estiver pronto. Isso vai acontecer num prazo de 30 a 40 dias. Vamos plantar outras árvores. E será em número bem maior, garantiu. Francisconi afirmou também que a AMA já concedeu autorização para os cortes.
O presidente da AMA, Nelson Kohatsu, nega a afirmação. Segundo ele, a solicitação do hospital não especificava o número de eucaliptos a serem cortados. Esses que estavam em via pública, a própria autarquia iria fazer o corte. Mas os outros, nós ainda não autorizamos.


