A denúncia de danos ao meio ambiente contra as mineradoras que funcionam entre Quatro Barras e Piraquara traz à tona a dificuldade de convivência entre as pessoas que buscam qualidade de vida ao irem morar no interior, e a necessidade que as empresas têm de trabalhar com lucratividade os recursos da natureza. A família Mello está no olho desse furacão e vem assistindo com preocupação os problemas crescerem ao redor do Condomínio Recreio da Serra, onde moram outras 35 famílias.
Segundo a moradora Maria Lúcia de Mello uma das principais dificuldades estão relacionados ao grande movimento da estrada, que traz a violência do trânsito urbano para a frente de suas casas. ‘‘Quando meus filhos saem para passear de bicicleta, morro de medo de acontecer uma tragédia’’, diz. ‘‘Os caminhões começam a passar às 6 horas e só param à noite’’, reclama. As explosões frequentes agitam o lugar, fazendo com que as vidros das casas balancem e o chão vibre. ‘‘Minha casa é de madeira e treme toda’’, conta.
Por outro lado, o gerente da Pedreira Gava, Eurídes Caillet da Silva, informou que a empresa está funcionando sob o monitoramento do IAP e que não registrou nenhum acidente ambiental.
Silva disse que a empresa mantém um programa de reflorestamento na área e que todo o local foi demarcado pela fiscalização, de onde não pode ser derrubada nenhuma árvore. ‘‘Como aqui também funciona uma usina de asfalto, temos até uma lagoa de decantação para evitar a poluição dos mananciais’’, disse. Silva informou que dependem das operações da pedreira as famílias de 32 funcionários.

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