De acordo com o gerente técnico da Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara), Irineu Zambaldi, os orgãos de fiscalização Ministério da Agricultura, Secretaria Estadual de Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis deveriam fazer blitz nas lavouras para descobrir o uso de defensivos ilegais. ''Se fossem autuados e detidos alguns consumidores destes produtos, naturalmente a aquisição deles seria coibida'', sugere Zambaldi.
Além da fiscalização rigorosa, a entidade defende o barateamento do produto fabricado no Brasil, mesmo reconhecendo que as exigências rigorosas feitas no País acabam encarecendo o defensivo. Segundo ele, em média, os produtos contrabandeados vindos do Paraguai são cerca de 50% mais baratos que os nacionais. ''Por isso, podemos dizer que um percentual significativo dos produtores usam defensivos ilegais''.
Para o gerente técnico da Anpara, o volume crescente de contrabando do setor já vem afetando diretamente as vendas de produtos nacionais. Ele citou como exemplo o Metsufuron Metil, herbicida destinado à cultura do trigo, que teve queda de 50% das vendas nos últimos anos.
Outro problema mencionado por Zambaldi é o recolhimento de embalagens usadas, já que os agricultores que usam produtos contrabandeados costumam queimar os recipientes dos produtos contrabandeados para que seu uso não seja descoberto pelos órgãos de fiscalização. (L.F.M.)

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