Foz do Iguaçu O juiz da 3Vara Criminal de Foz do Iguaçu, Eduardo Sarrão, condenou o sócio-gerente e dois funcionários da Clínica Médica Cataratas a prisão e pagamento de multa por estelionato. Eles são acusados de emitir faturas em supostos atendimentos prestados aos servidores públicos iguaçuenses.
Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), autor da denúncia, contrato fechado em abril de 1996 entre o município e a empresa (à época, Clínica Médica Colúmbia S/A) previa assistência médica ao funcionalismo municipal, desde que fosse cobrado dentro da tabela de preços da Associação Médica Brasileira (AMB).
O MPE, entretanto, identificou 19 irregularidades, entre elas o internamento de uma paciente por três dias e a entrega de medicamentos. A fatura foi de R$ 566,06, embora o valor considerado justo pela consulta fosse de R$ 20,00. A clínica também cobrou R$ 17 mil por despesas em julho de 1997, porém deveria receber R$ 10 mil, segundo os autos.
O sócio-gerente Ramon João Correa foi condenado a três anos, seis meses e vinte dias de prisão, além de 280 dias multa (R$ 100,00). A prisão foi transformada em repasse de R$ 20 mil para uma entidade. Os dois funcionários tiveram sentenças semelhantes, mas com dia multa e repasses menores.
Os réus podem recorrer da decisão judicial. Em suas defesas, negam acusações e dizem não existir ''provas seguras comprovando a falsificação dos demonstrativos de despesas''. Afirmaram ainda que os serviços em suspeita foram prestados para pessoas que agiram de má fé se apresentando como servidores.

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