Gerente de boate acusa policiais do Gerco de agressão e ameaça
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de julho de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá Policiais do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) ligada à Promotoria de Investigação Criminal (PIC) de Curitiba foram denunciados ontem pelo gerente de uma boate de strip-tease de Maringá por abuso de autoridade, danos, agressão e constrangimento. O grupo, formado por policiais civis e militares, está em Maringá desde a noite de segunda-feira para uma operação em empresas de auto-peças. Na madrugada de ontem, três policiais, que estariam utilizando viatura Scenic descaracterizada, teriam ido à boate e, depois de bater no gerente e ameaçar com armas os funcionários, saíram sem pagar a conta, de cerca de R$ 200,00.
A Polícia Civil de Maringá abriu inquérito para apurar os fatos e a Secretaria de Estado de Segurança Pública determinou uma ''apuração rápida e rigorosa da denúncia''. A ocorrência foi registrada na 9 Subdivisão Policial (SDP) pelo gerente-proprietário da Mansão de Pedra, Paulo Antonio Fogaça, 27 anos. Ele contou que por volta das 23 horas, entre 10 e 15 policiais que se identificaram como sendo da PIC de Curitiba pediram para que o dono fechasse a boate para uma ''festa particular''. Segundo o gerente, a proposta não foi aceita. Depois da negativa, o grupo teria ido embora.
Segundo o gerente, cerca de duas horas depois, três policiais do grupo retornaram e, depois de consumirem várias bebidas alcóolicas, queriam sair sem pagar. O gerente relatou que os policiais abordaram o segurança da portaria e o ameaçaram. Na confusão que se seguiu, o gerente teria levado um tapa no rosto e o garçom Walmir Borges Alonso teria sido ameaçado com uma arma apontada para sua barriga.
Os proprietários da boate chamaram a Polícia Militar que registrou a ocorrência, mas não constou o fato em boletim.


