Gerente corre risco de ser presa
Érika Pelegrino
De Londrina
A coordenadora da empresa Triple Card/Life Sul Representações, Genessi Rodrigues da Silva, poderá ter a prisão preventiva decretada caso não responda à citação que será feita nos próximos dias. O promotor da 3ª Vara Criminal de Londrina, Sérgio Corrêa de Siqueira, afirmou ontem que é a terceira vez que ela está sendo citada para responder por suspeita de estelionato quando ainda era proprietária da Regencer Representações Comerciais.
Ela responde também por denúncia de estelionato como coordenadora da empresa Triple Card/Life Sul Representações. Nas duas primeiras vezes que Genessi foi citada, segundo Siqueira, ela não foi encontrada. Como ficamos sabendo que ela tem novo endereço, o da Life Sul, pedi a citação dela novamente em maio, a qual foi determinada agora pelo juiz José Marcos de Moura, explicou o promotor.
Conforme o promotor, nos casos em que a pessoa não é encontrada, cabe a suspensão do processo ou a prisão preventiva, de acordo com o artigo 366 do Código Penal. Normalmente eu peço a prisão preventiva em casos mais graves como estupro, mas no caso da Genessi, se ela não comparecer, eu irei pedir a prisão, afirmou.
O inquérito que apura denúncias de estelionato pela empresa Regencer foi instaurado em 19 de abril de 1996. A Regencer foi aberta em Londrina em 1995 e é acusada de ter publicado anúncios para moças e rapazes, oferecendo um salário fixo de aproximadamente R$ 430,00 e 12% de comissão sobre as vendas da equipe que estivesse sob sua subordinação. Os candidatos eram induzidos a vender os planos de saúde para garantir o emprego.
Outra empresa coordenada por Genessi Rodrigues da Silva, a Life Sul que agia da mesma forma que a Regencer, está sendo investigada por denúncias de estelionato. O inquérito para investigar a Life Sul foi instaurado em 13 de abril deste ano. Mais de 15 supostas vítimas já registraram queixa na 10ª Subdivisão Policial.
O caso está com o delegado do 1º Distrito Policial, Valter Martins Lemos, que afirmou ontem que o processo deu entrada na 4ª Vara Criminal do Fórum, com o pedido de quebra de sigilo bancário da Life Sul e outras diligências. A promotora da 4ª Vara Criminal, Carla Moretto Maccarini, está viajando.
Genessi negou em seu depoimento ao delegado Valter Lemos que tivesse qualquer intenção de lesar pessoas. O crime de estelionato prevê pena de um a cinco anos de prisão.





