Gerente afirma que tudo está sob controle
O gerente do ferro-velho, Maurício Muniz, disse ontem que nos últimos dias o estabelecimento passou por vistorias ambiental, sonora e sanitária. Segundo ele, não foi encontrado nada de anormal. Disse também que opera no mesmo local há aproximadamente seis anos e que sempre teve autorização da prefeitura para trabalhar. Essa rua é pequena, tem apenas quatro quadras e 14 estabelecimentos comerciais. Tem oficina, torno e solda, posto de gasolina, restaurante etc. Não existe problema, declarou.
Sobre o despejo de chorume, disse que isso nunca ocorreu. O fiscal do IAP esteve aqui e viu o processo. Não tem nada disso, afirmou. Em relação ao barulho, apontou que a medição feita pela criminalística, que excedeu o nível mínimo permitido, foi feita a menos de um metro da prensa. Na rua o barulho é mínimo. Ele garante também que os caminhões que param em frente ao ferro-velho não fecham a rua nem estacionam em frente a portões de vizinhos.
Muniz garantiu que nunca produziu lixo na porta do estabelecimento e questionou se os nomes que constam no abaixo-assinado são mesmo de vizinhos ou de pessoas que não moram na Rua Ivaí. Sobre a oferta de troca de casa, disse que se trata de uma oferta comercial e que a iniciativa do negócio partiu do próprio vizinho. Não estou pressionando ninguém, afirmou.
Meu negócio é, na verdade, comércio de sucatas e metais e não de peças automotivas. Também não tem nada a ver com reciclagem de lixo. Não pego lixo doméstico, afirmou.
O gerente acrescentou que está disposto a adequar o negócio às sugestões dos técnicos. Mas, pelo que eu vi, ninguém pediu para adequar nada. Ele observou ainda que as reclamações, na verdade, partem sobretudo da vizinha Neide Lopes. Para ele, o problema é que ela não gosta de ver tantos carroceiros e catadores de papel em frente à casa dela e por isso tem reclamado. É uma questão social, tentou explicar. Nosso interesse é trabalho. Não discriminamos ninguém. (L.H)





