Gerente admite mato, mas nega excesso de carga
O gerente de via permanente da América Latina Logística (ALL), Plínio Tocchetto, afirmou reconhecer que ainda existe bastante mato em alguns trilhos e também que o recolhimento do material usado para manutenção também não é 100% eficiente (página 1). Porém, justificou que a questão do mato é complicada porque em muitos locais a lei ambiental não permite que se use produtos químicos e não é possível fazer a roça manualmente.
A ALL nega que o acidente antes da Serra do Mar, citado por um maquinista à reportagem da Folha, tenha acontecido. Tocchetto garantiu que tudo que acontece com os trens fica armazenado no Centro de Controle Operacional, conectado às composições via satélite e rádio as 24 horas do dia.
Quanto ao excesso de carga, o gerente de via afirmou que isso não existe porque os trens são preparados para isso e, inclusive, na Serra do Mar, todos andam com segurança. ''Eles têm um limitador do uso do freio. Se passar desse limite, o que significaria que se o maquinista precisasse do freio para uma emergência não o teria, o maquinista tem orientação para parar o trem para que haja verificação de algum problema mecânico. E eles têm um computador de bordo que indica isso'', explicou. O caso do acidente na ponte São João, acontecido no ano passado, na Serra do Mar, é um exemplo disso, afirmou Tocchetto. O maquinista estava com problema e por isso estava usando mais freio, porém não parou. E quando precisou do freio na ponte, ficou sem. (Andréa Bordinhão)





