Os papéis estão se tornando mais raros em empresas e repartições. Hoje, a legislação brasileira reconhece que 60% dos documentos podem ser armazenados eletronicamente - índice que chega a 80% nos Estados Unidos e na Europa - mas ainda impede que laudos médicos e diplomas usem o mesmo sistema. Esses originais devem ser preservados.
O gerenciamento de documentos e suas vantagens foram discutidos ontem na abertura do Internacional Seminar on Document Management (ISDM’98), no Hotel Bourbon, em Curitiba. O evento termina hoje.
O meio eletrônico proporciona mais segurança e confiabilidade nas informações, segundo o diretor do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Flávio Bortolozzi.
A Junta Comercial deve ter cerca de 10 milhões de documentos digitalizados até o ano 2001. Hoje, 100 mil contratos sociais de empresas já estão armazenados eletronicamente e disponíveis em mais de 21 municípios ligados em rede em todo o Estado. Segundo o diretor de marketing José Luís Barbosa, da ASP Informática, que desenvolveu o sistema, antes as pessoas levavam de 10 a 15 dias para consultar informações de uma empresa. Hoje, a resposta é imediata.
Há um ano e meio, o gerenciamento eletrônico está sendo usado no Instituto de Investigação Civil do Paraná para armazenar fotos, dados pessoais, certidão de nascimento ou casamento, e impressões digitais. O Paraná é o primeiro a ter o sistema, segundo Barbosa. Os institutos de todo o Brasil devem estar ligados em rede até 2005.(A.C.)

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