Gerenciamento de resíduos precisa de estrutura maior
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de julho de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os resíduos perigosos gerados nas atividades de ensino e pesquisa nos laboratórios da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que hoje são gerenciados através de programa de extensão, precisariam contar com uma estrutura mais adequada, inclusive com a contratação de uma pessoa responsável. A afirmação é da professora do departamento de química da instituição, Carmem Luísa Barbosa Guedes.
O pedido oficial de contratação será encaminhado para a reitoria nos próximos dias e deverá ser analisado pelo Conselho de Administração (CA). Atualmente, ela é a responsável pelo gerenciamento do projeto, mas precisa acumular a função com as atividades nas salas de aula. O controle foi reforçado depois que uma pesquisa constatou que o descarte de produtos químicos era feito inadequadamente nos laboratórios da universidade.
''Agregamos a gestão de resíduos ao projeto de extensão para minimizar os descartes irregulares em pias'', explica Carmem. O primeiro resultado prático foi a compra e distribuição de bombonas - recipientes específicos para armazenar produtos químicos - para os laboratórios. Cartazes e rótulos de orientação foram distribuídos pelo campus.
Outra etapa foi a contratação de uma empresa especializada para recolher os produtos armazenados. Esse material recolhido recebeu a destinação adequada, mas novas quantidades de produtos químicos estão sendo estocadas na universidade.
Carmem destacou a importância da armazenagem correta dos detritos. Segundo ela, os produtos não identificados recebem a classificação máxima de periculosidade, o que encarece o trabalho de destinação e aumenta o risco de poluição ambiental, se houver descarte inadequado.
Por isso, ressalta a professora, um engenheiro químico deveria ser contratado apenas para gerenciar os resíduos, com apoio dos professores responsáveis por cada laboratório. A equipe deveria contar ainda com profissionais como técnico em segurança do trabalho, informática e alunos bolsistas.
O armazenamento seria feito em áreas especialmente construídas, que atendam a legislação ambiental e não ofereçam riscos. O projeto, de acordo com a assessoria de imprensa da universidade, está pronto e deverá ser incluído no plano diretor de readequação do Centro de Ciências Exatas (CCE).
Enquanto isso, a professora Carmem organiza ações, através do projeto de extensão, como palestras para donas-de-casas e empregadas domésticas sobre os riscos dos produtos de limpeza e a produção de um vídeo sobre segurança em laboratórios.


