Curitiba - O Ministério Público tem atuado com rigor nas investigações contra policiais civis e militares. Esse tipo de denúncia fica a cargo da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) que mantém o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), composto por policiais civis e militares. ''No início, tínhamos uma certa resistência com relação à própria classe de policiais. Com o tempo, esta resistência começou a ficar bastante diminuta'', afirmou o delegado Miguel Stadler, que está no comando do grupo há pouco mais de um ano.
O Gerco não é responsável apenas pela prisão e investigação de policiais civis e militares. ''Nosso trabalho não se restringe a isso. Muitas vezes iniciamos uma investigação com indícios de que policiais estavam envolvidos e concluímos que não. Outras vezes, fazemos investigações de fatos que acabam nos levando a policiais civis e militares. O importante é que a população saiba que estamos identificando os maus policiais. Estes vão ser punidos. Nosso trabalho só valoriza o bom policial'', advertiu Stadler.
A PIC não tem um levantamento de quantos policiais civis e militares foram presos ou denunciados durante este ano. No entanto, com base nos arquivos públicos do Ministério Público, a Folha encontrou denúncias formuladas este ano contra pelo menos 35 policiais civis ou militares, sendo 20 investigadores, nove delegados e seis policiais militares.
Somente este mês foram três denúncias encontradas. Em uma delas, houve a prisão de um investigador da Delegacia de Piraquara, acusado de associação com o tráfico de drogas em Almirante Tamandaré. Duas outras apontavam dois delegados e um investigador, por concussão, facilitação de fuga, prevaricação e sonegação de autos.

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