Geradores de lixo na mira da fiscalização
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O aterro sanitário da Caximba, em Curitiba, deixou de receber 350 toneladas de resíduos sólidos, por dia, depois da determinação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, proibindo que o local receba lixo dos chamados grandes geradores (aqueles que produzem mais de 600 litros por semana). O volume corresponde ao material gerado por cerca de 350 empreendimentos da Capital e região metropolitana.
A medida entrou em vigor no último dia 15 e, desde então, algumas empresas estão encaminhando os resíduos para o aterro sanitário da empresa Essencis Soluções Ambientais, no CIC, e para o aterro de Alexandra, no Litoral. Algumas redes também estão destinando resíduos orgânicos para alimentação animal.
O envio dos resíduos está sendo fiscalizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Dos 350 grandes geradores, 225 ainda não apresentaram planos de gerenciamento, indicando onde e como estão depositando os resíduos. Segundo a prefeitura, até agora, quatro empresas foram multadas em R$ 1,1 mil por não comprovarem locais apropriados para depositar os resíduos.
A Associação Paranaense de Supermercados (Apras) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que, desde de 2008, os empresários do setor estão debatendo a questão do lixo. Uma das propostas é o envio de todo resíduo produzido pelas redes para uma usina privada de compostagem, com previsão de inauguração para setembro.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu, na semana passada, licenças prévias para duas áreas possam receber o novo aterro. O presidente do órgão, Vitor Hugo Burko, informou, no entanto, que novas análises técnicas serão feitas antes da concessão de licenças definitivas. Não há, ainda, definição sobre prazos.


