Gerab começa a desbaratar quadrilha de assalto a bancos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de setembro de 1998
Dimitri do Valle 
A polícia paranaense está tentando desarticular uma quadrilha de ladrões de banco que já cometeu oito assaltos entre maio e setembro deste ano nas cidades de Curitiba, Cascavel e Londrina. O bando é do interior paulista e é composto por mais de 15 homens fortemente armados, segundo o delegado titular do Grupo Especial de Repressão ao Roubo a Banco e Transporte de Valores (Gerab), Ézio Vicente da Silva.
Na última quarta-feira, cinco assaltantes do grupo, segundo o delegado, entraram em confronto com policiais de Toledo. Um deles, João Francisco de Oliveira, morreu no tiroteio. Ele é acusado de matar um soldado e uma menor. João teria sido abordado pelo policial durante uma patrulha de rotina. A polícia chegou à identificação dos outros quatro homens que estavam num hotel de Toledo depois de ouvir uma segunda mulher.
Vanderlei Aparecido Justi, Adailton Oliveira Lima, Elias Martins de Souza e Otonel R. de Almeida, também conhecido por Genilton, estão presos na delegacia de Toledo. Segundo o delegado Ézio, os policiais já receberam informações de que os presos poderiam ser resgatados por outros membros da quadrilha. Eles são responsabilizados por seis assaltos em Cascavel, dois em Curitiba, um em Foz de Iguaçu e outro em Londrina.
É uma quadrilha respeitável que usa pesado armamento, afirma Ézio Vicente da Silva. Policiais do Gerab foram deslocados para Toledo para continuar investigando a atuação do grupo na região sudoeste. Os ladrões também são procurados pelas polícias de Minas Gerais e São Paulo, onde um delegado ficou tetraplégico após trocar tiros com os ladrões.
Ontem, em Curitiba, três homens armados de revólver não tiveram dificuldades para roubar cerca de R$ 2 mil do Bradesco localizado na Avenida Marechal Floriano. A agência não possui portas de segurança, nem câmeras de circuito interno. Os ladrões fugiram sem deixar pistas. O delegado Ézio Vicente reclamou que a gerência demorou mais de duas horas para comunicar o assalto.


