Rolândia Uma equipe de geólogos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vistoria hoje o aterro sanitário de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) na tentativa de identificar possíveis focos de poluição no lençol freático do terreno. Um aparelho, que trabalha com emissão de ondas eletromagnéticas, será utilizado para se estabelecer um diagnóstico primário da qualidade da água de dos rios que nascem naquela área, o Águia e o Caiobí. A consulta faz parte do projeto de pesquisa do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social (Itedes), fundação vinculada à Universidade Estadual de Londrina (UEL), contratada para desenvolver o Estudo de Impacto Ambiental do aterro de Rolândia.
O relatório vai estabelecer um perfil produzido apenas com dados superficiais, mas começará a dissipar as dúvidas se o acúmulo de lixo doméstico no subterrâneo está comprometendo a água dos mananciais. ''O aparelho sozinho não conseguirá dizer se tem poluição nos dois rios ou para onde está indo o fluxo subterrâneo. Mas vamos chegar a alguns indicadores que podem dar uma noção do que está acontecendo'', relatou o professor e sanitarista Fernando Fernandes, coordenador do Itedes.
Segundo ele, o relatório de impacto ambiental deverá estar concluído no final do mês ou em meados de dezembro. O professor decidiu manter em sigilo, no entanto, os detalhes do que foi apurado até agora sobre os efeitos ambientais e sociais provocados pelo aterro. ''Nosso trabalho é independente. A conclusão será muito bem embasada e qualquer adiantamento poderá comprometer o resultado final.''
Fernandes afirmou que o relatório contou com a colaboração da população do bairro onde o aterro foi construído, em agosto de 2002. ''Procuramos envolver a população desde o início, fazendo entrevista com moradores num raio de 500 metros a partir do aterro.''

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