Cascavel - Dois geólogos da empresa Geoiguaçu Ltda, de Santa Helena (117 km a oeste de Cascavel), estão fazendo um levantamento da situação do Lago Municipal de Cascavel. Com a utilização de aparelhos sofisticados, eles medem a quantidade de água e de sedimentos depositados no local. O relatório final que ficará pronto dentro de 15 dias servirá de base para o projeto de desassoreamento a ser desenvolvido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema).
De acordo com o geólogo Carlos Cassini, somente a partir desse levantamento é que será possível apresentar as sugestões. Uma das propostas mais viáveis é a criação de uma ilha no meio do lago, já que a terra que está assoreando o local poderia ser reaproveitada para a construção. Isso evitaria o tráfego intenso de caminhões para retirada da terra.
Cassini explica que outras duas alternativas estão sendo analisadas. Uma delas é a a retirada dos cerca de 100 mil metros cúbicos de terra existentes no lago. Mas isso, segundo ele, poderia causar prejuízos ao meio ambiente. A outra alternativa seria dragar toda a terra para uma área existente ao lado do lago.
O secretário de Meio Ambiente, Paulo Carlesso, diz que o acúmulo de terra e outros materiais no lago é provocado pelas construções que colaboram para que a terra seja levada pelas águas pluviais.
A Sema também constatou a retirada de grande parte da cobertura vegetal que existia no local, o que torna o solo mais compacto, não permitindo a absorção da água das chuvas.

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