No Brasil, apenas a Chapada do Araripe, no Ceará, recebeu o selo de Geoparque, em 2006. A Rede Global já certificou 57 Geoparques no mundo, sendo a maior parte deles na China. Para conquistar o selo, o primeiro passo é praticar a geoconservação, fazendo uma seleção dos principais atrativos geológicos.
A UEPG teve um projeto de pesquisa com esse objetivo aprovado pela Fundação Araucária orçado em R$ 40 mil. Uma equipe de dez pesquisadores, com apoio da Universidade de Minho (Portugal), fará o levantamento geológico dos Campos Gerais, catalogando as áreas mais importantes que servirão de laboratório de estudos e roteiros geológicos.
Essa é uma forma de atender também ao segundo requisito para obter o selo, que é possibilitar ao grande público acesso a essas áreas com políticas de conservação. ''A maior parte desse patrimônio já está protegido, outros estão localizados dentro de unidades de conservação, então, já estamos avançados nesse sentido'', comemora Gil Piekarz, geólogo e coordenador do Geoturismo e Geoconservação da Mineropar, completando que o desenvolvimento sustentável completa o tripé que fundamenta um geoparque. ''A população que mora dentro de um geoparque deve ganhar uma renda com esse novo produto, daí a necessidade do patrimônio geológico estar mesclado com outras atividades'', disse.
''Já existem exemplos bem-sucedidos, como o de um produtor de leite de Witmarsum, que abriu um restaurante para atender a demanda de alunos das escolas de Curitiba que se deslocam até a região para conhecer a vida no campo e as estrias glaciais'', conta ele, reforçando que o geoturismo é uma forma de agregar valor e gerar renda local.
Para difundir a proposta para a sociedade, que precisa participar de forma ativa nesse processo, a UEPG e a Mineropar estão organizando audiências públicas em cada um dos municípios da região. Até agora já ocorreram audiências em Tibagi, Ponta Grossa, Castro e Piraí do Sul. (F.G.)

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