General supõe que falha humana causou as mortes
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de setembro de 1997
Giovani Ferreira 
Ponta Grossa
O acidente que matou um sargento e um soldado do 13º Batalhão de Infantaria Blindada em um campo de treinamento do Exército em Reserva, na última quarta-feira, pode ter sido causado por falha humana. A hipótese foi levantada ontem pelo general Albery Santini, comandante da 5ª Brigada da Infantaria Blindada de Ponta Grossa, que já começou a ouvir testemunhas no Inquérito Policial Militar aberto para apurar o caso.
O Exército já sabe que a granada que matou os militares foi detonada por impacto, e não durante o manuseio do fuzil de lançamento, como chegou a ser cogitado. A granada pode ter sido lançada em direção aos militares, que estariam em área de risco, ou pode ter explodido quando o soldado ou o sargento, por descuido, teriam tropeçado nela, disse o major Dovanil Ferraz.
O major Ferraz, também da 5ª Brigada, explicou que ainda não existe nada confirmado, mas os militares que foram mortos poderiam estar mal posicionados no campo de instrução onde estava sendo feito o exercício de tiro. Segundo Ferraz, o sargento e o soldado que morreram deveriam estar em área considerada zona de perigo, no intervalo entre as baterias de tiros.
O comando da 5ª Brigada quer descobrir agora, com as investigações, o que esses militares estariam fazendo expostos na linha de fogo. O Inquérito Policial Militar, que irá apontar as reais causas e responsabilidades pelo acidente, tem um prazo de 40 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais 20 dias.
A 5ª Brigada também informou que o soldado Pablo Ribeiro, 19 anos, que foi gravemente ferido na explosão, vem tendo uma recuperação normal, mas ainda não sabe quando deve deixar o Hospital Militar de Curitiba.


