General defende serviço obrigatório
O general Jaime Juraszek avaliou o ‘‘Exercício Cascavel’’ como ‘‘o máximo aproximado de uma situação de combate real’’. Ele não revelou os gastos da mobilização, mas justificou-a como fundamental para o adestramento da tropa. ‘‘Apesar do Brasil não ter no horizonte qualquer situação de conflito bélico, não podemos ser surpreendidos por falta de preparação’’. O general não concorda com a idéia de um Exército formado por profissionais, e defende o Serviço Militar Obrigatório.
O general entende que, com profissionais, o Exército poderia ser formado apenas por uma elite, não efetivamente representativa do conjunto da Nação. ‘‘Somos um país de grandes extensões e os jovens que ingressam no Exército representam todo o povo brasileiro’’, disse. Mesmo com a obrigatoriedade, ele revela que, este ano, 95% dos jovens incorporados ao Exército são voluntários, ‘‘o que demonstra o interesse que eles têm pelo serviço militar’’.
Para o general-de-brigada Ubiratan Marcondes, comandante da 15ª Brigada de Cascavel, o crescente desemprego no País ‘‘influi, mas não é o fator determinante’’ para o percentual de voluntários – o mais alto dos últimos anos. Para o comandante, e outros oficiais superiores presentes, a vida militar é saudável e tem atrativos interessantes para o jovem. Anualmente, dos cerca de 1,5 milhão de jovens de 18 anos que se alistam para o Serviço Militar, menos de 5% são incorporados. (P.P.)

mockup