Geloteca para incentivar a leitura
Na Escola Municipal Edmundo Odebrecht, no Distrito da Warta (zona norte de Londrina), a leitura é considerada fundamental para o desenvolvimento da criança e é trabalhada em todas as disciplinas. Nem a falta de uma biblioteca impede que os alunos sejam estimulados a ler. Desde 2010, a escola desenvolve projetos de incentivo à leitura e produção da escrita ao longo do ano. Depois o resultado das atividades é exposto na praça na frente da escola.
A novidade deste ano foi a inauguração de uma "geloteca", instalada na praça. Uma geladeira foi transformada em uma minibiblioteca com livros, revistas e gibis arrecadados pelos alunos. O acervo da "geloteca" está disponível para qualquer morador da comunidade. "É uma experiência. Queremos que a comunidade pegue os livros emprestados e traga outros. Se funcionar queremos instalar outras duas gelotecas em praças do distrito", contou Rosilda Ferraz Magnani, auxiliar de supervisão da escola.
As "gelotecas" devem suprir a falta da biblioteca, que foi desativada para ampliação do número de sala de aulas. "Temos uma comunidade que gosta muito de ler e que frequentava a biblioteca da escola e queremos continuar com esse trabalho", destacou.
Duas vezes por semana, os alunos participam do projeto "Palavras andantes". A professora leva os livros até os alunos e realiza atividades voltadas à contação de história, leitura e incentiva o empréstimo de livros. Sem um espaço físico apropriado, os livros são transportados em um carrinho de supermercado. Tudo para fomentar o prazer de ler. Também são desenvolvidos projeto de leitura diferenciada como de rótulos, folders, receitas.
A professora da turma do terceiro ano, Ingrid Ribeiro Félix, trabalha com gêneros textuais para compreensão de mundo. Em matemática, os cálculos também são transportados para o universo dos alunos. "Eles aprendem o que significa e como aplicar as contas e não apenas a fazer os cálculos", afirmou a professora.
Os alunos do terceiro ano da Edmundo Odebrecht já estão alfabetizados. A maioria dos 30 alunos que fizeram a prova da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) ficou no nível 2 (51,28%) e 33,87% foram classificados no nível 3. Apesar do resultado satisfatório, a diretora Daisy Martins Paes de Góis não ficou contente. "Queríamos eles no nível 3, afinal eles estavam no 3º ano e já deveriam estar lendo textos mais longos. Estamos martelando isso com os professores."(A.M.P.)





