Gecon apreende comprimidos de ecstasy
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sexta-feira, 29 de abril de 2005
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Um motorista clandestino de taxi foi preso anteontem, no final da tarde, pelo Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico (Gecon) de Londrina. Osmar Tomé de Souza, 36 anos, é suspeito de traficar ecstasy e outras drogas em festas raves, que são frequentadas por muitos adolescentes. Ele foi abordado pela equipe na Avenida Higienópolis, após ter pego, como passageiro, um adolescente.
''Ao perceber que se tratavam de policiais, o suspeito dispensou seis comprimidos de ecstasy no interior do carro, dizendo que pertenciam ao garoto, que colaborou com o trabalho da polícia, afirmando que a droga não era dele'', disse o delegado do Gecon, João Aquino. Souza dirigia um Fiat Premio, que foi apreendido e levado para o pátio da 10 Subdivisão Policial (SDP), onde foi vistoriado na presença do acusado.
No forro acima do banco do motorista, os policiais encontraram cinco papelotes de cocaína. Escondido no motor do veículo estavam mais 19 comprimidos de ecstasy. Os policiais acharam também um revólver calibre 38, com a numeração raspada, embaixo de um tapete no assoalho do carro.
Há algum tempo, Souza vinha sendo investigado pelo Gecon. A informação era de que o motorista de um veículo caracterizado como taxi comercializava drogas. A investigação se estendeu, na semana passada, a uma festa rave, que seria um dos pontos de venda do suposto taxista.
Souza negou o tráfico, alegando ter comprado ecstasy na festa da semana passada e que a droga seria para o próprio consumo. ''A mesma justificativa ele deu para a cocaína. O rapaz disse que trabalha como motorista à noite e que usava a droga para manter-se acordado. Já o revólver, segundo o taxista clandestino, era para garantir a própria segurança'', afirmou o Aquino.
O delegado do Gecon acrescentou que Souza mora na Vila Nova (Área Central), e que atenderia festas raves frequentadas por adolescentes. Aquino disse ainda que não é comum a apreensão de ecstasy em Londrina.
O acusado responderá por tráfico de entorpecentes, que prevê pena de três a 15 anos de reclusão. Já pelo porte ilegal de arma, com o agravante de estar com a numeração raspada, Souza poderá pegar de três a seis anos.


