Gays estudam apoio a candidatos
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT) envia nesta segunda-feira um questionário aos candidatos a presidente da República, para conhecer o que eles pensam sobre o movimento homossexual. O resultado da pesquisa será divulgado no dia 3 de setembro, quando a associação - que esteve reunida ontem em Curitiba - deverá apresentar apoio ao candidato que corresponder às idéias da entidade.
O secretário da região Sudeste da ABGLT, Claúdio Nascimento, afirma que a entidade quer saber a opinião dos candidatos sobre a união civil entre homossexuais, apoio para criação de uma lei específica de proteção a orientação sexual, entre outros temas polêmicos. Com o resultado em mãos, as 80 entidades de gays, lésbicas e travestis do Brasil deverão apoiar aquele que for mais favorável, avisou secretário geral da ABGLT, Toni Reis. Ele estima que, do total de eleitores, 10% sejam homossexuais.
No encontro foi lançado um plano político para eleger 100 vereadores assumidamente homossexuais em todo o Brasil, nas eleições do ano 2000. Cláudio Nascimento informou que para atingir esta meta, as entidades investirão no treinamento de lideranças.
Até o lançamento dos vereadores, a ABGLT pretende atuar na aprovação da união civil entre homossexais que deverá ser colocada em votação após as eleições, e na criação de uma lei Afonso Arinos (contra o preconceito) para os homossexuais. Outra medida, seria a inclusão do termo orientação sexual nos artigos 3º e 7º da Constituição, que se referem à isonomia do cidadão.
Ontem, a ABGLT aprovou uma moção de repúdio contra o secretário da Justiça Eduardo Rocha Virmond. Segundo a associação, o secretário estaria atrasando a criação do Conselho de Direitos Humanos. A ABGLT vai denunciar o fato à Secretaria Nacional de Direitos Humanos. O secretário Eduardo Virmond não foi encontrado ontem pela Folha.Marcelo AlmeidaEleiçõesReunião de representantes da ABGLT, ontem, em Curitiba, traçou plano para eleger vereadores em 2000Israel Reinstein





