Alheios as confusões que viraram o Conjunto Novo Amparo (zona norte de Londrina) em um caldeirão nos últimos dois dias, os proprietários e fregueses do bar Tilbila tem outra preocupação: o que fazer com um passáro predador e selvagem que, por ironia do destino, virou animal de estimação? Ferido em uma asa e em uma perna, o gavião não consegue voar. Está sendo tratado há dois meses pela pequena Mayara Marcela, 11 anos.
Mayara conta que o gavião foi vítima de uma ''estilingada'', disparada pela criançada. Desde que foi ferido, ele bate asas, mas não consegue planar. Vive em uma caixa, e precisa ser alimentado no bico. ''Ele só come carne'', explica a menina, que três vezes por dia leva pequenas porções de carne crua direto à boca da ave de rapina.
A desconfiança dela e dos frequentadores do Tilbila é de que, com os apurados instintos de caçador, o bicho não vá conseguir viver sem ser tratado enquanto estiver se recuperando. A perna do gavião fica bamba quando o pássaro tenta se empoleirar.
E, apesar de Mayara já ter desenvolvido uma grande afeição pelo bicho, resolveu não dar nome ao seu ''gavião de estimação'': tem esperanças que ele possa se recuperar, voar em liberdade e caçar pequenos animais, como sempre fez para sobreviver.

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