Edson MazzettoGauchada churrasqueando, mateando, tocando ‘‘acordeona’’ e violãoTradicionalistas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul estão reunidos em Cascavel no 4º Festival Cascavelense de Arte e Tradição Gaúcha (Fecastchê) e Rodeio Interestadual, no Parque de Exposições Celso Garcia Cid. Os gaúchos participam de torneios de laço sobre cavalos e outras atividades, sempre intercaladas com rodadas de chimarrão, churrasco de fogo-de-chão, declamação e muita música e dança.
A programação é organizada pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG) do Clube Comercial, com apoio do Movimento Tradicionalista Gaúcho regional, prefeitura e Secretaria de Cultura. A abertura do rodeio foi ontem à noite, e hoje, às 7 horas, as atividades começam com roda de chimarrão, prosseguindo com disputas durante o dia. À noite, haverá fandango (baile típico). Amanhã, acontece programação semelhante, com encerramento oficial às 18 horas.
O público tem acesso gratuito ao local, à margem da BR-277, saída para Foz. O patrão (presidente) do CTG Estância Colorada, Altair Sebben, 41 anos, afirma que o culto às tradições gaúchas ‘‘transcende o fato’’ da pessoa ser nascida no Rio Grande do Sul. A figura do gaúcho, incorporada pelos rio-grandenses e nascidos em outros estados, tornou-se lendária naquele Estado, originando-se da região do Pampa, entre Brasil, Argentina e Uruguai.
O gaúcho era geralmente descendente da mescla de indígenas, espanhóis e portugueses. Uma de suas características era ser hábil cavaleiro, errante e empenhado em ações ousadas. Os CTGs se encarregaram de espalhar essa cultura por todo o Brasil. No Paraná, os CTGs são mais de 400. O Estado detém o maior número de CTGs depois do Rio Grande do Sul. Eles existem até mesmo no Nordeste e na Amazônia.

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