Gato morre e família acusa HV
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Célia Polesel<br>Reportagem Local 
O representante comercial Ivan Paulo de Souza e sua família estão indignados com a morte de Bruno, o gato vira-lata da família. Ele reclama da falta de atendimento no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina, para onde o gato foi levado, por volta das 6 horas de domingo.
Segundo Souza, Bruno estava desfalecido por causa de uma infecção. Há uma semana estávamos tratando uma infecção que se descontrolou, observou. Ele disse que ficou até as 7h45 esperando para ser atendido. Ele disse que ligou, chamou, bateu palmas mas ninguém atendeu.
Nada vai trazer o Bruno de volta, mas se a UEL se propôs a prestar um serviço para a população é preciso que ele seja de qualidade. Há a necessidade de ser mais profissional, argumentou. Para Souza fica a dúvida será que o bichinho teria sido salvo se houvesse o atendimento necessário a tempo.
O diretor do HV, Italmar Navarro, disse que houve foi uma fatalidade. Aconteceram uma série de desencontros e infelizmente o animal acabou morrendo, afirmou. Ele disse que no domingo estavam trabalhando três plantonistas e um enfermeiro. Sempre há uma pessoa na recepção, mas como nós estamos com duas pessoas de férias o trabalho está mais complicado, afirmou. À noite estamos ficando sem ninguém na secretaria.
Segundo Navarro, os plantonistas atenderam até às 4 horas e depois foram descansar. Ele contou ainda que quando Souza chegou, o enfermeiro estava no isolamento medicando os animais, um dos médicos estava no centro cirúrgico e os outros estavam descansando Além disso, a pessoa que fica na secretaria durante o dia chegou atrasada e o guarda, que avisa quando chega alguém, estava fazendo a troca de turno.
Navarro afirmou que tudo aconteceu no intervalo em que Souza procurou o atendimento. Há dez anos nós prestamos um bom serviço para a comunidade, e sabemos que há falhas a serem corrigidas. Mas esse caso foi realmente uma fatalidade.


