Reprodução de imagem da TV TarobáAnomalia físicaNa reprodução de imagens exibidas por uma emissora de televisão, o gato, que segundo o dono é resultado de cruzamento com lebre ou coelhoUm gato com anomalia física está despertando a curiosidade da população da região de Braganey (47 quilômetros ao norte de Cascavel). O animal tem a parte dianteira do corpo com características de gato, mas na posterior assemelha-se a um coelho ou lebre. Com as patas dianteiras ele se move como gato, com as traseiras saltita. Têm rabo igual ao de um coelho e alimenta-se basicamente de alface e outras verduras.
O dono do animal, Paulo da Costa, não permite filmagens ou fotografias porque já teria assinado um contrato de exclusividade com uma rede de televisão. Em gravação obtida pela Folha, Paulo relata que o animal seria resultado de cruzamento ‘‘de um lebrão com uma gata’’. A lebre teria sido aprisionada em uma lavoura e colocada em um cercado, ao lado da gata que estava no cio.
A reportagem da Folha esteve ontem em Braganey, no sítio onde vive Paulo da Costa. Ele estava no local, mas se fez passar por outra pessoa. O primo e um amigo disseram que Paulo tinha viajado com o gato’’. Depois informaram da existência do contrato de exclusividade. Eles gravaram uma fita de vídeo com algumas imagens do animal e enviaram para uma emissora de tevê de Cascavel.
Profissionais das áreas de zootecnia e veterinária consultados pela Folha disseram que o animal é resultado de uma anomalia, provavelmente pela idade avançada da gata. Segundo eles, não é possível o cruzamento entre espécies diferentes devido a diferença no número de cromossomos.
‘‘Neste caso, a fecundação não ocorre’’, informou a professora Zélia Miotto, da área de Zoologia e diretora do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Zélia disse que há algumas situações particulares, como o cruzamento de cavalo e jumenta, leão e tigresa: ‘‘Mas eles têm tronco comum’’, acrescentou. A professora preferiu não comentar o caso do gato de Braganey. ‘‘Porque é assunto para geneticista’’, justificou.
A veterinária Gládis Dalmina, diretora do Zoológico de Cascavel, ironizou: ‘‘Estão querendo inventar um filhote de chupa-cabras’’. Ela preferiu não fazer outros comentários sobre o assunto. Os profissionais informaram que a hipótese de um estranho cruzamento entre gato e lebre só poderia ser discutida após exames de DNA, para conferir a carga hereditária do animal, ou do cariótipo, para analisar o conjunto de cromossomos.

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