O governo do Estado deve iniciar em junho o repasse de recursos para o transporte de escolares das redes municipais e estaduais. Serão R$ 10 milhões, para o ano todo, e a serem repartidos entre todas as prefeituras. Cálculos da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) indicam que o montante representa apenas 5% do dinheiro investido no transporte.
No ano passado, no início do período letivo, prefeituras da região Oeste chegaram a ameaçar a suspensão do transporte de alunos da rede estadual, mas acabaram recuando porque foram abertas negociações com o governo – que só agora estão dando os primeiros resultados.
A Amop não dispõe de levantamento atualizado, mas a projeção é de que as 50 prefeituras gastem mais de R$ 1,4 milhão mensais com o transporte escolar. Metade dos alunos transportados é da rede estadual. Em Cascavel, a secretária municipal de Educação, Edi Volpin, relata que o gasto é de R$ 2 milhões ao ano.
Segundo a secretária, dos 4 mil alunos transportados, 60% são da rede estadual. Edi afirma que o Estado deve assumir sua parte integralmente, mas reconhece que isto só ocorrerá ‘‘quando tiver suas finanças devidamente sob controle’’.
Enquanto isso, o município ‘‘arca com uma responsabilidade indevida’’. Ela acrescenta que muitos municípios, principalmente onde não há universidades, também têm que assumir o transporte de universitários para cidades vizinhas, enquanto sua obrigação é apenas com alunos de 1ª a 4ª séries.
O prefeito de Lindoeste (50 km ao sul de Cascavel), Almir Gaspar (PFL), presidente da Amop, afirma que o dinheiro poderia ser investido pelos municípios na qualificação profissional dos professores e melhoria nas escolas, ‘‘caso o governo cumprisse seu dever’’.
Em nome da Amop, Gaspar encaminhou ofício à secretária estadual de Educação, Alcione Salyba, pedindo que seja reavaliada a questão. A amop quer elevar o valor a ser repassado e que os municípios de menor arrecadação sejam privilegiados, porque, no rateio, os valores serão pouco significativos.

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